Interior do AM
Brena Dianná não é vítima, é peça-chave do QG do Crime

O discurso ensaiado de vítima da ex-candidata derrotada à Prefeitura de Parintins, Brena Dianná, não resiste à luz dos fatos revelados pela Polícia Federal. Após a conclusão do inquérito da Operação Tupinambarana Liberta, o que fica evidente é que toda a engrenagem de um esquema criminoso foi montada a serviço da candidatura de Brena, colocando em risco a democracia e a liberdade do eleitor parintinense.
Brena tenta se apresentar como perseguida política, mas a realidade é que seus principais aliados de campanha foram indiciados por organização criminosa, corrupção eleitoral e até tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Nomes ligados diretamente ao governo do Estado, ex-secretários, gestores e militares, todos trabalhando em uma mesma direção: viabilizar, a qualquer custo, a eleição da ex-vereadora.
Evidências não faltam. Imagens mostram Brena em reuniões dentro do chamado “QG do Crime”, onde até dinheiro aparece ao fundo de uma das fotografias. Em Parintins, moradores denunciaram que traficantes ameaçavam eleitores em bairros inteiros, proibindo a entrada de adversários políticos. Em áudios divulgados à época, o nome de Brena era citado diretamente como beneficiária dessas ações criminosas.
Outro episódio emblemático foi quando uma bandeira do Comando Vermelho hasteada em uma caixa d’água trazia o símbolo do União Brasil, partido pelo qual Brena disputou as eleições. Além disso, fotos da ex-candidata ao lado de criminosos locais reforçam a suspeita de que ela teria “fechado” com o tráfico durante a campanha, como apontam denúncias veiculadas pela imprensa nacional e regional.
Portanto, quando Brena afirma que não foi indiciada e que estaria sendo vítima de perseguição, ela omite que todo o grupo criminoso agia em benefício da sua candidatura, fazendo dela não apenas cúmplice, mas beneficiária direta das práticas criminosas que tentaram subverter a vontade do eleitor.
O inquérito da Polícia Federal agora segue para o Ministério Público Eleitoral, que pode pedir a inelegibilidade de Brena Dianná caso a Justiça entenda que todos os crimes praticados estavam direcionados à sua candidatura. Se confirmada, sua narrativa de “vítima” não passará de uma estratégia desesperada de quem viu ruir um projeto político baseado no crime e na intimidação.
Enquanto Brena repete o mantra de que foi “armada” contra ela, os fatos, os áudios, as fotos e os depoimentos revelam uma verdade incômoda: longe de vítima, Brena Dianná era o centro de um esquema criminoso que tentou sequestrar a democracia em Parintins.
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