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Economia

IPCA-15 sobe 0,32% em outubro e Belém lidera alta entre as áreas pesquisadas pelo IBGE

Prévia da inflação de outubro de 2026 divulgada pelo IBGE mostra alta nacional de 0,32% e aponta Belém, única capital do Norte na pesquisa, com o maior índice regional, pressionado por tomate e energia elétrica

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Tomates vermelhos frescos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,32% em outubro de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado desacelerou em relação à alta de 0,70% registrada em setembro, mas levou o índice acumulado em 12 meses a 4,62%, acima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. No acumulado do ano, a alta chega a 4,15%.

O grupo alimentação e bebidas teve a maior influência no resultado de outubro, com alta de 0,88% e impacto de 0,19 ponto percentual no índice geral, puxado pelo tomate, que subiu 24,54% no país, além de cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%). Os combustíveis também pesaram, com avanço de 1,20%, resultado de altas no diesel (3,70%), no etanol (2,73%) e na gasolina (0,92%). Na direção contrária, a energia elétrica residencial recuou 0,89% no país, após a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, e as passagens aéreas caíram 9,24%.

Entre as onze áreas pesquisadas pelo IBGE, dez tiveram alta em outubro e Belém, a única capital do Norte incluída no levantamento, registrou o maior índice regional, de 0,76%. O resultado foi pressionado pela alta do tomate e por um reajuste de 6,63% nas tarifas de energia elétrica em vigor na capital paraense desde 18 de setembro, que levou a conta de luz residencial a subir 3,71% na cidade. Curitiba foi a única área com deflação, de 0,27%.

O IPCA-15 não pesquisa preços em Manaus, mas o resultado de Belém costuma funcionar como referência para o custo de vida no Norte, região em que o abastecimento de alimentos depende do transporte fluvial e rodoviário e das tarifas das distribuidoras locais de energia. Com a inflação em 12 meses acima do teto da meta, o indicador reforça a pressão sobre o orçamento das famílias amazonenses no supermercado e mantém o Banco Central em compasso de cautela nas próximas decisões sobre a taxa Selic.

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