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Economia

Dólar fecha semana com maior alta desde 2008 e amplia custo de insumos em Manaus

Dólar fecha a R$ 5,44 nesta sexta-feira (30/10), com alta semanal de 9,04% — a maior desde 2008 — e pressiona o custo de insumos importados pelo Polo Industrial de Manaus.

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Cédulas e moedas de real brasileiro

O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira (30/10) cotado a R$ 5,4443, com alta de 1,05% no dia e avanço de 9,04% na semana — a maior alta semanal da moeda norte-americana desde outubro de 2008. O Banco Central informou que a taxa Ptax de venda, referência oficial para contratos e operações de comércio exterior, fechou em R$ 5,4212, alta de 0,87% no pregão.

O movimento cambial tem efeito direto sobre o bolso do consumidor amazonense porque o Polo Industrial de Manaus depende de insumos importados para fabricar eletrônicos, motocicletas e outros bens de consumo. Segundo dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Manaus liderou as importações entre as cidades brasileiras nos oito primeiros meses de 2025, com R$ 10,93 bilhões em compras externas, mais que Itajaí (SC), a segunda colocada. Um dólar mais caro eleva o custo em reais dos componentes e peças importadas que abastecem as fábricas da Zona Franca, pressão que tende a ser repassada aos preços de celulares, televisores e motos produzidos na capital amazonense, além de encarecer viagens ao exterior e produtos importados vendidos no varejo local.

A moeda brasileira também pressionou o mercado de ações. O Ibovespa fechou a sexta-feira em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos, no quinto pregão consecutivo de perdas, e acumulou na semana a maior queda desde março de 2020, de 18,12%. No mês de outubro, o principal índice da bolsa brasileira recuou 9,88%.

A turbulência ocorre na primeira semana após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada em segundo turno no dia 25 de outubro com 51,79% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Analistas de mercado atribuem a alta do dólar e a queda das ações à reavaliação de investidores sobre a equipe econômica e as contas públicas do próximo mandato, além de fatores do cenário internacional, como as perdas nas bolsas de tecnologia dos Estados Unidos.

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