Economia
Dívida bruta do governo sobe a 82,93% do PIB em setembro, diz BC
Dívida bruta do governo geral chega a R$ 11,11 trilhões em setembro de 2026, segundo o Banco Central
A dívida bruta do governo geral fechou setembro de 2026 em 82,93% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,11 trilhões, informou o Banco Central nesta sexta-feira (30). O indicador avançou em relação aos 82,87% do PIB registrados em agosto, quando a dívida somava R$ 11,05 trilhões.
A dívida líquida do setor público, que considera os ativos do governo, também subiu no período, de 69,27% para 69,98% do PIB, segundo os dados divulgados pelo Banco Central. O avanço reflete o crescimento mais rápido do endividamento do que da economia brasileira no mês.
Para quem mora em Manaus e no Amazonas, o patamar elevado da dívida pública tende a manter pressão sobre os juros cobrados em financiamentos, cartões de crédito e empréstimos bancários, já que o governo precisa oferecer retornos mais altos para rolar seus títulos no mercado. O efeito chega ao consumidor amazonense sobretudo no custo do crédito para comprar imóveis, veículos e capital de giro para pequenos negócios.
O Banco Central atribui a trajetória da dívida à combinação de déficit fiscal, pagamento de juros e variação cambial sobre papéis indexados ao dólar, fatores que devem continuar no radar das próximas decisões de política monetária.

