BRASIL
Tecnologia portátil do Instituto Áurea já impacta mais de 800 pacientes em comunidade remota de Roraima
Projeto combina capacitação médica, diagnóstico portátil e tecnologia aplicada à saúde para reduzir distâncias, ampliar o acesso a exames e acelerar decisões clínicas em comunidades de difícil acesso.
A atuação do Instituto Áurea em Uiramutã, município de Roraima distante 320 quilômetros da capital, já apresenta resultados concretos. A médica responsável pelos atendimentos, Dra. Daniele Araújo Chagas, relata que mais de 800 pacientes foram beneficiados com apoio da tecnologia portátil. Em determinados dias, ela chega a atender cerca de 20 gestantes. O equipamento está disponível há aproximadamente oito meses, com cerca de cinco meses efetivos de utilização em razão de um período de afastamento da profissional.
Em uma das comunidades atendidas, o acesso ao especialista fica a aproximadamente 400 quilômetros. O percurso inclui trechos de difícil circulação e pode consumir muitas horas de deslocamento. Ao permitir a realização do exame no próprio local, a tecnologia amplia a capacidade do médico de avaliar o quadro e tomar decisões com maior rapidez.
Em 1º de setembro de 2026, durante o atendimento de uma gestante com aproximadamente cinco meses de gravidez, a médica identificou por meio do ultrassom portátil ausência de batimentos e movimentos fetais. O achado permitiu reconhecer imediatamente a gravidade do quadro e adotar as providências necessárias para encaminhamento e assistência médica.
A iniciativa é resultado de uma trajetória de quase duas décadas de Clayton Medeiros no setor de tecnologias médicas e hospitalares, acompanhando soluções e tendências em mercados da América do Norte, Europa e Ásia. A experiência acumulada levou à busca por tecnologias cada vez menores, conectadas e móveis, capazes de levar recursos de diagnóstico para locais onde a infraestrutura tradicional é limitada.
“A evolução dos equipamentos portáteis, dos celulares, da conectividade e da inteligência artificial permite levar para perto do paciente recursos que antes dependiam de grandes estruturas. Em regiões remotas, o médico pode estar presente, mas sem o equipamento necessário para confirmar uma suspeita e decidir rapidamente. É essa distância entre o profissional e a tecnologia que buscamos reduzir”, afirma Clayton Medeiros, presidente do Instituto Áurea.
O Instituto Áurea também realizou a capacitação da profissional para utilização do equipamento e mantém continuidade técnica para ampliação das funcionalidades. Entre as soluções avaliadas estão sistemas portáteis capazes de realizar múltiplos parâmetros clínicos em poucos segundos, incluindo perfil lipídico, glicose e ácido úrico, além de ferramentas digitais com inteligência artificial para apoiar a interpretação dos resultados e a avaliação de riscos.
A experiência em Uiramutã também orienta novos projetos do Instituto. Está em desenvolvimento a Áurea Saúde Perto – Estação Inteligente de Saúde, conceito que pretende integrar triagem, exames, monitoramento, teleatendimento e inteligência artificial em uma estrutura compacta, com aplicação tanto em regiões remotas quanto em áreas periféricas de grandes cidades. A proposta é aproximar diagnóstico e acompanhamento da população, reduzir deslocamentos e apoiar decisões clínicas com mais velocidade.
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