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Edital de Apoio a Coletivos da Sociobioeconomia divulga resultado final com cinco iniciativas selecionadas na Amazônia Legal – FAS

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Edital de Apoio a Coletivos da Sociobioeconomia divulga resultado final com cinco iniciativas selecionadas na Amazônia Legal - FAS

Chamada prevê apoio de até R$ 500 mil por projeto para fortalecer a organização, a governança e a articulação de cadeias da sociobiodiversidade na região

O resultado final do Edital de Apoio a Coletivos da Sociobioeconomia na Amazônia Legal já está disponível no site da Fundação Amazônia Sustentável (FAS). A iniciativa selecionou cinco coletivos que atuam nas cadeias produtivas da sociobiodiversidade, com projetos voltados à organização, à governança, à produção de conhecimento e à articulação entre diferentes atores da sociobioeconomia amazônica.

Cada proposta selecionada poderá receber até R$ 500 mil, com prazo de execução de até 36 meses. Considerando os cinco projetos contemplados, o edital prevê até R$ 2,5 milhões em apoio às iniciativas selecionadas.

O edital integra o Programa Nacional de Sociobioeconomia – Prospera e é realizado no âmbito do Projeto Sociobioeconomia na Amazônia, fruto da cooperação financeira entre Brasil e Alemanha, viabilizada pelo Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW). A execução do projeto é realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), sob coordenação estratégica e política do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A chamada tem como objetivo fortalecer coletivos que atuam nas cadeias produtivas da sociobioeconomia na Amazônia Legal, contribuindo para aprimorar sua organização, governança e capacidade de articulação. A proposta é ampliar espaços de intercâmbio e cooperação e fortalecer institucionalmente organizações e iniciativas que trabalham de forma conjunta nos territórios.

Para Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS, fortalecer esses arranjos é uma forma de reconhecer e ampliar a capacidade de articulação que já existe nos territórios. “A sociobioeconomia se fortalece quando quem já atua nas cadeias consegue construir soluções de forma conjunta. Apoiar esses coletivos significa criar condições para ampliar a cooperação, compartilhar conhecimentos e fortalecer organizações e negócios comunitários que geram renda ao mesmo tempo em que valorizam a biodiversidade e mantêm a floresta em pé”, afirma. 

Os coletivos são arranjos de cooperação entre diferentes iniciativas ou organizações que atuam no fortalecimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade. Eles podem reunir povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa, órgãos públicos e outros atores relacionados às cadeias produtivas.

Cada coletivo apoiado poderá trabalhar com até três cadeias produtivas e desenvolver ações voltadas ao fortalecimento organizativo, à produção e circulação de conhecimento e ao fortalecimento da governança das cadeias e da articulação institucional. Entre as atividades previstas estão encontros e oficinas, capacitações, estudos, diagnósticos, intercâmbios de experiências e construção de agendas coletivas para fortalecer as cadeias produtivas nos territórios.

As iniciativas também deverão contribuir para ampliar a participação de mulheres e jovens nas cadeias da sociobiodiversidade, promovendo sua participação ativa nos processos de mobilização, produção, gestão e tomada de decisão.

Conheça os coletivos selecionados

Foram selecionadas as cinco propostas mais bem classificadas no processo de seleção:

  • Observatório Coletivo Castanha-da-Amazônia (OCA)
    Proponente: Ação Ecológica Guaporé – ECOPORÉ
    Rede Berê de Sociobiodiversidade Xikrin
    Proponente: Associação Indígena Berê Xikrin da TI Bacajá
  • Coletivo do Pirarucu
    Proponente: Associação de Pesquisa Aplicada, Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Rio Juruá – Instituto Juruá
    Coletivo da Borracha Nativa da Amazônia
    Proponente: Memorial Chico Mendes
  • Rede A.Mana
    Proponente: Instituto Internacional de Educação do Brasil

Com a divulgação do resultado final, o edital avança para uma oficina de alinhamento inicial com as organizações proponentes, etapa que antecede a formalização, assinatura dos contratos e o início da execução dos projetos.

A implementação das propostas busca fortalecer a atuação conjunta das organizações que integram os coletivos, ampliar a produção e o compartilhamento de conhecimentos e consolidar espaços de governança e cooperação em torno das cadeias da sociobiodiversidade na Amazônia Legal.

Ao apoiar esses arranjos, a iniciativa contribui para aproximar organizações comunitárias, iniciativas produtivas, instituições de apoio e outros atores que já atuam nos territórios, fortalecendo estratégias construídas coletivamente para o desenvolvimento das cadeias da sociobioeconomia.

O resultado final pode ser acessado na página do Edital de Apoio a Coletivos da Sociobioeconomia na Amazônia Legal, no site da FAS, pelo link: https://fas-amazonia.org/coletivos/

Sobre o Projeto Sociobioeconomia na Amazônia

O Projeto Sociobioeconomia na Amazônia é uma iniciativa de implementação do Programa Nacional de Sociobioeconomia – Prospera e resulta da cooperação financeira entre Brasil e Alemanha, viabilizada pelo Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

O projeto tem como objetivo contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia brasileira por meio do fortalecimento da sociobioeconomia, gerando benefícios diretos para pequenos produtores, povos indígenas e comunidades tradicionais. A execução é realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), sob coordenação estratégica e política do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.

Foto: Dirce Quintino


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